Minhas impressões sobre WAIU - Parte 2
Continuando o artigo anterior sobre a WAIU, está aí o review da segunda parte das palestras.
Bom, sem comentários para a palestra do Bruno Torres, apesar de a palestra ter sido curta (cerca de 30 minutos) o Bruno foi direto ao ponto, não ficou fazendo “lenga-lenga” nem brincadeiras, claro que ele brincou um pouco mas na minha opnião nenhuma fora de hora. Foi uma das palestras que eu tinha mais espectativa (que foram completamente atendidas) e uma das que mais absorvi conteúdo.
Ele falou bastante sobre a acessibilidade na prática, no código mesmo, deu alguns exemplos de más práticas na hora de desenvolver o código e depois mostrou claramente as vantagens de desenvolver o site em camadas: HTML para conteúdo, CSS para apresentação e JS para comportamentos frufru especiais.
Foi importante também a parte em que falou sobre a ordem de desenvolvimento que ele considera ideal, começando pelo Arquitetura da Informação e seus WireFrames (que trabalha em conjunto com os usabilidoidos), passando em seguida para os designers e paralelamente para quem cria o HTML (que também trabalham muito próximos a usabilidade), em seguida voltam os dois para criarem o CSS sem quebrar nada (e ele deixou bem claro que isso não pode acontecer) e alterando o mínimo possível do conteúdo enquanto os programadores de plantão implantam o sistema no site e seus JS, em seguida juntamos tudo e voilá, temos o site.
Além do conteúdo da palestra excelente ele também soube expor um pouco de indiginação com a organização, lembrando do calor que estava ocorrendo e de quanta gente estava se abanando, além de ter mostrado mais indgnação em seus comentários sobre o WAIU.
Fiquei um pouco desapontado com a palestra dele, talvez por que eu esperava muito já que assino o blog já faz um tempo, talvez por que a palestra que o Bruno Torres fez foi muito boa, não sei, acho que apesar do imenso conteudo que ele tem pra falar e que eu esperava ouvir ele perdeu um pouco o foco e, com isso, também perdeu a concentração de uma parte da platéia, pelo menos da minha, continuo achando que o cara tem muito conteúdo mas em próximas palestras espero poder ouvir mais desse conteúdo dele, e qualquer dia desses tomar umas cervejas com ele, já que – apesar de terem sido muitas – as brincadeiras e opniões deles dariam boas horas de bar.
O assunto da palestra era Design de Interação, um assunto que tem tudo a ver com a nova realidade que estamos vivendo, a Era do Nós onde as pessoas e (algumas) empresas cada vez mais estão se conscientizando que só podemos continuar aqui se formos colaborando um com o outro.
A palestra foi longa (em tempo) e deu para o Fred mostrar alguns exemplos de Design de Interação com o próprio Orkut, além de outros como o Yahoo Answer, o que deu pra extrair foi que cada dia mais é importante fazermos aplicações que incentivem a interação usuário-usuário e não mais usuário-sistema, com o sistema sendo apenas um meio para que os usuários interajam.
Arquitetura da Informação
Outra palestra excelente que finalizou o evento, comandada pela Carolina Leslie, do blog Petipois, e pela Luciana Catonny, do Planta Baixa, mostrou pra platéia o quão importante é a Arquitetura da Informação, seus conceitos, seus mitos, e alguns exemplos. Mostraram também que o bom arquiteto da informação (assim como todos os profissionais envolvidos no projeto) devem conhecer pelo menos um pouco das outras áreas para não causar transtorno nem erros futuros para a própria equipe durante o desenvolvimento de sua parte do projeto.
Das minhas notas o que pode extrair de melhor foi que a Arquitetura da Informação pode se entender como a encontrabilidade de informações em um determinado produto, seja ele um site, seja ele o andar de um hotel.
O desenvolvimento dessa parte do projeto é idealmente em ciclos, do mesmo jeito que todas as outras partes, para que não fique nada para fora do que o seu cliente queria, evitando aquela sensação do cliente de ter sido enganado.
Faz parte de sua metodologia:
- Entrevista com o Cliente, pelos arquitetos da informação assim como por técnicos, para garantir a consistência do sistema;
- Estudos etnográficos, para entender como o púplico-alvo pensa, evitando dessa maneira utilizarmos nossas opniões;
- Conceito de persona, transformar o público alvo em uma pessoa (com nome inclusive) para trazer o projeto par aum âmbito mais real;
- Análise da concorrência, essa eu nem rpeciso citar o por que;
- Análise Heurística, que deve ser feita por diversos membros da equipe para evitar prioridades erradas;
- Definição da Estratégia a ser abordada;
- Além de outras coisas específicas que são importantes, como Inventário de Conteúdo (Matriz de Conetúdo), Mapa do Site (“Planta Baixa” do Site) e seus WireFrames;
- E o Design da Solução.
Conslusão
“Basicamente” foi isso, ótimas palestras que mostraram a todos os rumos da Web, a organização poderia ter sido melhor mas acredito que eles aprenderam a lição deles.
Parabéns a todos os palestrantes, e para as áresa de Acessibilidade e Arquitetura da Informação que na minha opnião foram um pouco melhores.



As informações sobre a WAIU foram bem pertinentes, principalmente no quesito de levantamento dos requisitos do sistema a ser desenvolvido, tratado nos tópicos de Arquitetura da Informação e Usabilidade, tendo como foco todos os usuário finais - através da Acessibilidade. Deu pra perceber que os dados e exemplos passados pelos palestrantes pode ser muito bem aproveitado.
Imagino todo este assunto abordado como sendo a entrada correta para o desenvolvimento de um sistema, que em conjunto com uma boa metodologia de programação e gerenciamento do projeto tem as chances de sucesso aumentadas em muitas vezes - e ter sucesso em um projeto de software é muito difícil hoje em dia.
A minha única preocupação com tudo isso é que o assunto acima é extremamente voltado à Web sites e páginas, mas devemos lembrar que existem outros sistemas em um computador que precisam de Arquitetura da Informação, Usabilidade e Acessibilidade, desde browsers, jogos, aplicativos e até o próprio sistema operacional - isso sem mencionar os dispositivos móveis.
Claro que tudo o que foi comentado pode - e deve - ser aproveitado em todos os softwares desenvolvidos.